Feijão com abóbora no almoço,
ainda saboreando o cheiro do teu pescoço
logo pela manhã
(lembro).
O ouvido encantado
com um solo de baixo numa música mexicana
e a cabeça quebrada
com a frase sincopada de uma música brasileira.
O consciente alvoroçado
com os borbotões de desejos e o que penso
a meu respeito.
O lugar dela deslocado,
a afinidade no meio e a loucura
no que vejo e inexiste:
esquento.
A curiosidade que insiste
e as notas de frente e verso,
caso não, esqueço.
Chuva forte e vento que me esfriam os dedos,
penso na quentura dos teus
sobre a saudade nos poros meus.
Dúvidas que invadem
esse respirar de vontades
que me pesa sobre os joelhos.
Sento.
[sobre ti: afloramentos]
quarta-feira, 27 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Bateu na minha porta,
e hoje entendo que abri nossa salvação.
Homeopatia e overdose,
supra-vivendo pela paridade,
tão por dentro, tão acima, que além
de espaço e tempo.
Na velhice,
diremos do que foi tornarmo-nos crianças
no auge da adultez
(ciranda de carinho).
Teu brilho e beleza,
bolinha de sabão
na praça da minha alegria.
Meu ânimo e firmeza,
galho de gérbera flor
no jardim da tua fortaleza.
[para a Moura]
e hoje entendo que abri nossa salvação.
Homeopatia e overdose,
supra-vivendo pela paridade,
tão por dentro, tão acima, que além
de espaço e tempo.
Na velhice,
diremos do que foi tornarmo-nos crianças
no auge da adultez
(ciranda de carinho).
Teu brilho e beleza,
bolinha de sabão
na praça da minha alegria.
Meu ânimo e firmeza,
galho de gérbera flor
no jardim da tua fortaleza.
[para a Moura]
Por onde elas andavam?
Eu é que andava, sem dar tempo pra elas
por bairros, chãos, praias, falésias,
falácias, paródias, chiados, boatos.
Mas elas acompanhavam
como aqueles cabelos novos na têmpora,
aquela preguiça de acordando,
aquele suspiro de frustração antecipada.
Sempre comigo.
Ressoando, como o mi do gigante alemão na sala,
como a unha roída na noite.
Daí que bastou desaguar questões,
elas vêm,
solidárias,
parceiras,
indóceis,
aliviantes.
Benditas sejam as palavras escritas.
Eu é que andava, sem dar tempo pra elas
por bairros, chãos, praias, falésias,
falácias, paródias, chiados, boatos.
Mas elas acompanhavam
como aqueles cabelos novos na têmpora,
aquela preguiça de acordando,
aquele suspiro de frustração antecipada.
Sempre comigo.
Ressoando, como o mi do gigante alemão na sala,
como a unha roída na noite.
Daí que bastou desaguar questões,
elas vêm,
solidárias,
parceiras,
indóceis,
aliviantes.
Benditas sejam as palavras escritas.
Eu não lembro de música.
____ Só antes e depois.
O cheiro não me deixa.
____ Como o cuidado nunca te deixou.
Eu pensei no abraço.
____ Mas foi ao seu toque que ele desabrochou.
Fantasias passearam meus desejos.
____ E a cada segundo se fazia um carnaval.
Agora deságuam questões – será que você gosta de música latina? E cinema europeu? O que você leu? Que impressão de mim te deixei? Foi impressão minha ou você se emocionou? Temerás se eu falar em ir? Aceitará se eu chamar para cá? O que o cotidiano faria de nós?
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Tudo em aberto.
Correrão os dias. Fará as suas, o tempo.
Em mim, o reencontro: profundo alento.
____ Só antes e depois.
O cheiro não me deixa.
____ Como o cuidado nunca te deixou.
Eu pensei no abraço.
____ Mas foi ao seu toque que ele desabrochou.
Fantasias passearam meus desejos.
____ E a cada segundo se fazia um carnaval.
Agora deságuam questões – será que você gosta de música latina? E cinema europeu? O que você leu? Que impressão de mim te deixei? Foi impressão minha ou você se emocionou? Temerás se eu falar em ir? Aceitará se eu chamar para cá? O que o cotidiano faria de nós?
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Tudo em aberto.
Correrão os dias. Fará as suas, o tempo.
Em mim, o reencontro: profundo alento.
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