Quanto sorvete pode caber dentro de uma mulher?
Tanto quanto ela precise para aproveitar a oportunidade.
Quantas palavras podem ser trocadas entre duas mulheres?
Tantas quantas elas precisem para aproveitar a oportunidade, de tal modo que inúmeras conversas possam ser começadas e paradas e continuadas e, enfim...
Quanto comum-de-dois podem ser as histórias amorosas de duas mulheres?
Tanto quanto seja necessário para que elas se sintam menos sós diante dessas histórias e seus efeitos.
Quantos homens podem habitar os corações de duas mulheres?
Tantos quantos ali cheguem, conquistem, invadam, remexam, encantem, revirem, incomodem, e, enfim...
Graças ao esquema de cotas, basta sacudir um pouquinho e abre-se o tanto das sobremesas. Se não estivéssemos na América Latina, com sua realidade fantástica, haveria quem se horrorizasse com a capacidade daquelas mulheres de consumir sorvetes. E trocar palavras, experimentar semelhanças e sobreviverem ao atravessamento de certos homens.
Mas, aqui, elas são apenas duas mulheres.
sábado, 27 de dezembro de 2008
Entre tantas coisas inimagináveis, senti frio em Mossoró.
Vento, muito vento.
Tenho três testemunhas de que um vira-lata robusto andou cadenciadamente por mais de dez metros na madrugada, dando uma volta em torno do próprio eixo, em sentido horário, a cada quatro passos. Alucinação coletiva? Que seja. Melhor do que loucura bem acompanhada só mesmo um cachorro performático bailando na madrugada...
Vento, muito vento.
Tenho três testemunhas de que um vira-lata robusto andou cadenciadamente por mais de dez metros na madrugada, dando uma volta em torno do próprio eixo, em sentido horário, a cada quatro passos. Alucinação coletiva? Que seja. Melhor do que loucura bem acompanhada só mesmo um cachorro performático bailando na madrugada...
Quem diria que um cigarro fumado ansiosamente sob uma garoa fina em começo de madrugada poderia pôr fim a dias de garganta inflamada? Somente quem entendesse que pode-se queimar mais num cigarro do que fumo e papel. E que garganta inflamada pode ter tudo a ver com o mais que se pode queimar num cigarro.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Licença-prêmio para um coração funcionário público
Não fora aprovado em concurso, mas tinha plano de carreira, estabilidade, remuneração fixa, gratificação por funções extras, cartão de ponto, fim de ano com confraternização sem laços fraternos, lista de amigo secreto e, se brincasse, até I will survive no fim da festa. Resolvi, então, dar-lhe uma licença-prêmio. Afinal, quase trinta anos de casa... sem falar que os últimos cinco haviam sido profundamente atribulados. Mas a idade pesa, memória e atenção uma bosta, e sempre fui ruim de contas, nem notei que já haviam passado seis meses. Daí que ele voltou ao trabalho, revigorado e cheio de disposição, com gosto e gás, como se diz. Mas num acompanho seu pique, ando cansada. Janis Joplin e Cazuza confortam, bom ter almas vagando num limbo quase imbecil como o meu. Mas eu canto mal pra caralho, não toco nenhum instrumento nem tenho genialidade poética. Durmo o cansaço de quem tem um coração funcionário público. Um velho e comprometido funcionário público que, se destituído da função, chega a perder a noção de si, preferindo um infarto à aposentadoria. Nada pior do que hábitos arraigados. Ainda mais quando envolve muito prazer...
[12nov07]
__________________________________________________
Algumas atualizações:
- Quase trinta mesmo. U-hu.
- Fiona Apple conforta muitíssimo bem, também.
- Descobri que canto menos mal do que pensava.
- Estou aprendendo a tocar um instrumento. Lânguido como convém.
- Nem há tanto prazer assim...
- Mais de um ano depois: que merda, hein, essa mesmice?
[12nov07]
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Algumas atualizações:
- Quase trinta mesmo. U-hu.
- Fiona Apple conforta muitíssimo bem, também.
- Descobri que canto menos mal do que pensava.
- Estou aprendendo a tocar um instrumento. Lânguido como convém.
- Nem há tanto prazer assim...
- Mais de um ano depois: que merda, hein, essa mesmice?
As ilusões perdidas
Fumar é um jeito discreto de ir queimando as ilusões perdidas. Daí, esse ar entre aliviado e triste dos fumantes solitários. Vocês já não repararam que nenhum deles fuma sorrindo?
[Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho]
_____________________________________________________
Sim, eu gostaria de cigarrilhas.
À beira-mar, à noite, usando casaco e calçando All Star, fones no ouvido, Fiona Apple cantando Paper bag e a fumaça agravando o embaçado da maresia nos meus óculos. Na impossibilidade, fica justificada a falta do sorriso.
Fumar é um jeito discreto de ir queimando as ilusões perdidas. Daí, esse ar entre aliviado e triste dos fumantes solitários. Vocês já não repararam que nenhum deles fuma sorrindo?
[Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho]
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Sim, eu gostaria de cigarrilhas.
À beira-mar, à noite, usando casaco e calçando All Star, fones no ouvido, Fiona Apple cantando Paper bag e a fumaça agravando o embaçado da maresia nos meus óculos. Na impossibilidade, fica justificada a falta do sorriso.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Fiz contas. Em onze dias, serão cinco meses.
De volta, ao pé do ouvido, num murmúrio: eu também. Um pouco mais leve, eu teria feito a pilhéria (adorei ela resgatar essa palavra)
- Que bom, é importante o amor próprio.
Mas isso me remete a mim mesma e aí as coisas tomariam ares mais densos. Desde então, tento me acostumar.
Às vezes consigo. Pra ajudar, criei uma fantasia baseada em fatos reais.
- Você, se esconder (risos)? Faz tempo que ela me disse que não posso passar despercebida.
Mas juro que foi isso que eu quis. Não consegui.
Alguma hora, segura à frente da tela plana que não reage ao meu baixar de olhos, vou perguntar o porquê. Dessa vez importa, pois era alguém totalmente livre de mim.
Era.
Já entreguei um monte. Discordamos do que seja amor e romantismo. Queremos o que não depende de nós ter. Temos a música, a timidez e muitos cachos. O que mais, é devir.
Antes disso, quererei saber o porquê. O quê. Talvez pergunte também sobre intenções, já que habita aqui alguém a quem apraz despertar desejos mundanos em quem lhe faz essa sutil gentileza. Visgos de possibilidade de convergência, mesmo que já abandonadas. Sim, já abandonadas. Boas fantasias são as carnavalescas.
Para o cotidiano, prefiro o realismo sobrenatural em letras impressas. Na cama, seis diferentes homens me provêm. Degustando-os, penso que poderiam escrever de nós, caso já não o tivessem feito por si mesmos. Assim, aguardo a profecia que lho anunciei: vai passar.
De volta, ao pé do ouvido, num murmúrio: eu também. Um pouco mais leve, eu teria feito a pilhéria (adorei ela resgatar essa palavra)
- Que bom, é importante o amor próprio.
Mas isso me remete a mim mesma e aí as coisas tomariam ares mais densos. Desde então, tento me acostumar.
Às vezes consigo. Pra ajudar, criei uma fantasia baseada em fatos reais.
- Você, se esconder (risos)? Faz tempo que ela me disse que não posso passar despercebida.
Mas juro que foi isso que eu quis. Não consegui.
Alguma hora, segura à frente da tela plana que não reage ao meu baixar de olhos, vou perguntar o porquê. Dessa vez importa, pois era alguém totalmente livre de mim.
Era.
Já entreguei um monte. Discordamos do que seja amor e romantismo. Queremos o que não depende de nós ter. Temos a música, a timidez e muitos cachos. O que mais, é devir.
Antes disso, quererei saber o porquê. O quê. Talvez pergunte também sobre intenções, já que habita aqui alguém a quem apraz despertar desejos mundanos em quem lhe faz essa sutil gentileza. Visgos de possibilidade de convergência, mesmo que já abandonadas. Sim, já abandonadas. Boas fantasias são as carnavalescas.
Para o cotidiano, prefiro o realismo sobrenatural em letras impressas. Na cama, seis diferentes homens me provêm. Degustando-os, penso que poderiam escrever de nós, caso já não o tivessem feito por si mesmos. Assim, aguardo a profecia que lho anunciei: vai passar.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

em 1920, nascia a Clarice Lispector.
em 1948, A Assembléia Geral das Nações Unidas proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
em 1972, nascia a Cássia Eller.
em 1983, no Peru, Cuzco e o santuário inca de Machu Pichu foram declarados bens culturais da humanidade pela Unesco.
em 1996, na África do Sul, Nelson Mandela assinou uma nova Constituição e pôs fim ao regime racista do Apartheid.
em 1998, na Espanha, o juiz Baltasar Garzón processou o general Augusto Pinochet pelos delitos de genocídio, terrorismo e torturas no Chile, ratificando a prisão provisional incondicional do ditador.
tudo isso no mesmo 10 de dezembro em que nasci, há 29 anos.
é, não é uma data qualquer.
gracias a la vida, que me ha dado tanto...
domingo, 7 de dezembro de 2008
De novo, foi ela quem deixou tudo claro.
Límpido, como a água na beira da lagoa.
Talvez seja comprometimento com as gerações futuras.
Afinal, eles precisarão tanto de água como de amor.
x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
Alguns nem viram,
outros não quiseram,
outros não puderam.
Mas já estava, o amor já estava,
posto que ele não tem pressa,
nem graves restrições.
Assim, ele pode esperar,
manso,
por quem que possa vivê-lo,
pleno.
Já,
quando nos seria bom,
ou além,
quando será bom a quem for.
Límpido, como a água na beira da lagoa.
Talvez seja comprometimento com as gerações futuras.
Afinal, eles precisarão tanto de água como de amor.
x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
Alguns nem viram,
outros não quiseram,
outros não puderam.
Mas já estava, o amor já estava,
posto que ele não tem pressa,
nem graves restrições.
Assim, ele pode esperar,
manso,
por quem que possa vivê-lo,
pleno.
Já,
quando nos seria bom,
ou além,
quando será bom a quem for.
sábado, 6 de dezembro de 2008
Eu nem tinha notado.
Para mim, era só a saudade de uma tranquilidade qualquer, de dias serenos porque sim.
Só quando se falou em companhia (de novo, ê nóis: /\) foi que fez sentido.
Eis, então, a questão:
Ressoa em mim
O que nem sentes, pois apenas sois.
Entre sons, descubro o sentido que faz,
na contramão do pensado,
nós dois convergindo.
Ah, se sesse!
Para mim, era só a saudade de uma tranquilidade qualquer, de dias serenos porque sim.
Só quando se falou em companhia (de novo, ê nóis: /\) foi que fez sentido.
Eis, então, a questão:
Ressoa em mim
O que nem sentes, pois apenas sois.
Entre sons, descubro o sentido que faz,
na contramão do pensado,
nós dois convergindo.
Ah, se sesse!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Eu gosto de chá de gengibre e estampa de bolinhas. Sou tia há quase 25 anos e ainda não completei 30. Tenho mania de organização – adoro fazer listas – e fico tão bem na bagunça que a procuro. Sonho com o dia em que farei meus próprios vestidos e tocarei um instrumento de cordas, preferencialmente um violino ou um contrabaixo. Depois dos 20 anos mudei meu suco favorito – salve o cajá!, cortei meu cabelo sozinha – libertação!, aprendi a cuidar de plantas e a apreciar cachaças, desenhei minhas tatuagens e vaguei sozinha pelas ruas de São Paulo.
Sinto saudades do que ainda não vivi, gostaria de lembrar de mais coisas da minha infância e me desestabilizo pensando no futuro. Quero ir à Irlanda e à Espanha, ao Chile e à África. Não me acostumo com o sol se pondo pouco depois das 17h aqui em Natal, mas gosto dele nascendo pouco depois das 4h. Não sei guardar dinheiro, tenho medo de ter câncer, de ficar cega e de baratas. Deveria ter sido dançarina, mas findei psicóloga, coisa que tento compensar me devotando à pesquisa. Teria sido uma excelente ginasta ou artista de circo, ainda pretendo dançar tango e fazer acrobacias em tecido. Me entendo bem com panelas, papéis e miudezas. Sou boa em composição de cores, em lembrar de letras de músicas e elaborar auto-enganos.
Converso bem com estranhos e nem tanto com conhecidos – intimidade às vezes dispensa palavras, tanto quanto assusta. Pretendo voltar, mas não sei se quero ir. Gostaria de voar, não sei nadar nem andar de bicicleta. Gostaria de ter um filho atleta, um elefante e um carro antigo. Tenho nome pra um cachorro futuro, tiro as teias mas deixo as aranhas (prevenção à dengue) e viro bicho de vez em quando (tormentas ao sabor do ciclo lunar). Me queixo repetitivamente das mesmas tolices, me desmancho por um carinho ou um botão de flor, vivo cheia de mimos e dúvidas, mas algo pra mim é certo: vivo. Tenho um amor de perdição e vários de salvação, projetos mirabolantes e uma vontade imensa de rir.
[29jun08]
Sinto saudades do que ainda não vivi, gostaria de lembrar de mais coisas da minha infância e me desestabilizo pensando no futuro. Quero ir à Irlanda e à Espanha, ao Chile e à África. Não me acostumo com o sol se pondo pouco depois das 17h aqui em Natal, mas gosto dele nascendo pouco depois das 4h. Não sei guardar dinheiro, tenho medo de ter câncer, de ficar cega e de baratas. Deveria ter sido dançarina, mas findei psicóloga, coisa que tento compensar me devotando à pesquisa. Teria sido uma excelente ginasta ou artista de circo, ainda pretendo dançar tango e fazer acrobacias em tecido. Me entendo bem com panelas, papéis e miudezas. Sou boa em composição de cores, em lembrar de letras de músicas e elaborar auto-enganos.
Converso bem com estranhos e nem tanto com conhecidos – intimidade às vezes dispensa palavras, tanto quanto assusta. Pretendo voltar, mas não sei se quero ir. Gostaria de voar, não sei nadar nem andar de bicicleta. Gostaria de ter um filho atleta, um elefante e um carro antigo. Tenho nome pra um cachorro futuro, tiro as teias mas deixo as aranhas (prevenção à dengue) e viro bicho de vez em quando (tormentas ao sabor do ciclo lunar). Me queixo repetitivamente das mesmas tolices, me desmancho por um carinho ou um botão de flor, vivo cheia de mimos e dúvidas, mas algo pra mim é certo: vivo. Tenho um amor de perdição e vários de salvação, projetos mirabolantes e uma vontade imensa de rir.
[29jun08]
domingo, 30 de novembro de 2008
Na fala de uma, pausa.
No limite da outra, recato.
Numa outra, promissores primeiros passos.
Na pequena, a sagacidade objetiva que muito me apraz.
Na entidade, calar e falar bem mesurados.
Sementes? Não.
Flores, belas flores, daquelas que nos fazem sorrir diante de sua leveza, suavidade, singeleza. Enfeitam o jardim de minha vida, onde as cultivo com todo mimo e cuidado, me esforçando por ser digna da presença delas ali.
Jardineira de amigas.
Delícia de atividade.
No limite da outra, recato.
Numa outra, promissores primeiros passos.
Na pequena, a sagacidade objetiva que muito me apraz.
Na entidade, calar e falar bem mesurados.
Sementes? Não.
Flores, belas flores, daquelas que nos fazem sorrir diante de sua leveza, suavidade, singeleza. Enfeitam o jardim de minha vida, onde as cultivo com todo mimo e cuidado, me esforçando por ser digna da presença delas ali.
Jardineira de amigas.
Delícia de atividade.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Adoro me pegar nas minhas tolices.
Mui bobinha. Querendo surpresas impressionantes para sair do tédio que só incomoda os que deixam de valorizar as sutilezas. Aí ele vem e me diz “eu te amo”.
Porque deu vontade de dizer pra quem faz sentido
Para lembrar
Para dizer
E só.
Para quê grandes surpresas, se meu cotidiano é de amor assim?
Tsc, tsc... Eu ainda aprendo, juro que aprendo.
Mui bobinha. Querendo surpresas impressionantes para sair do tédio que só incomoda os que deixam de valorizar as sutilezas. Aí ele vem e me diz “eu te amo”.
Porque deu vontade de dizer pra quem faz sentido
Para lembrar
Para dizer
E só.
Para quê grandes surpresas, se meu cotidiano é de amor assim?
Tsc, tsc... Eu ainda aprendo, juro que aprendo.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Assim diz o Dicionário Houaiss da língua portuguesa:
Entidade s.f. 1 aquilo que constitui a existência de algo real; essência 1.1 essa existência considerada à parte, independentemente dos atributos da coisa 2 p.ext. o ser humano; ente, indivíduo 3 p.ext. tudo o que tem existência, tudo o que existe, na realidade ou na ficção 4 fig. Qualidade excepcional; importância, valor
O algo real: amizade. Acima e além de qualquer tola convenção social. Dois seres humanos, duas mulheres, fêmeas-bicho, sobrevivendo à dureza da realidade à custa de maviosos mergulhos na ficção. O que nos permite viver nossa excepcionalidade. De uma importância infinita e de um valor incomensurável.
Uma entidade.
Gostei.
Amei.
Amo.
Entidade s.f. 1 aquilo que constitui a existência de algo real; essência 1.1 essa existência considerada à parte, independentemente dos atributos da coisa 2 p.ext. o ser humano; ente, indivíduo 3 p.ext. tudo o que tem existência, tudo o que existe, na realidade ou na ficção 4 fig. Qualidade excepcional; importância, valor
O algo real: amizade. Acima e além de qualquer tola convenção social. Dois seres humanos, duas mulheres, fêmeas-bicho, sobrevivendo à dureza da realidade à custa de maviosos mergulhos na ficção. O que nos permite viver nossa excepcionalidade. De uma importância infinita e de um valor incomensurável.
Uma entidade.
Gostei.
Amei.
Amo.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
1986.
Eu já lia. Escrevia também. Minha mãe já era avó, mais de uma vez. Já tínhamos viajado mais de uma vez, cruzando a metade do país que interessa. O Rio não me interessa, mas sim o misto de suavidade e de força de rio que me faz disparar: que beleza de mulher! Num é à toa que ela vem de lá.
Menina ainda? Gracias!
Muito, muito a encantar pela frente, deliciosamente.
Pois é. Questão de sorte.
And so sweet merecimento.
Eu já lia. Escrevia também. Minha mãe já era avó, mais de uma vez. Já tínhamos viajado mais de uma vez, cruzando a metade do país que interessa. O Rio não me interessa, mas sim o misto de suavidade e de força de rio que me faz disparar: que beleza de mulher! Num é à toa que ela vem de lá.
Menina ainda? Gracias!
Muito, muito a encantar pela frente, deliciosamente.
Pois é. Questão de sorte.
And so sweet merecimento.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Algumas pessoas param num tempo. Pelo menos é assim que eu vejo.
Ele dizendo e eu me perguntando: Quando foi que eu parei?
De novo, um. Dentro de mim como, nas fugas, nem eu mesma tenho podido estar. Vou até um tempo em que hoje eram sonhos. Já fui melhor de sonhos. Hoje, é acordada que sinto boas referências, nesse estar com sem gênero, que faz de ser humana até algo interessante.
Ele dizendo e eu me perguntando: Quando foi que eu parei?
De novo, um. Dentro de mim como, nas fugas, nem eu mesma tenho podido estar. Vou até um tempo em que hoje eram sonhos. Já fui melhor de sonhos. Hoje, é acordada que sinto boas referências, nesse estar com sem gênero, que faz de ser humana até algo interessante.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
A minha flor me ensinou onde está o dó, para eu poder achar as outras notas. Tenho dó de não ser o inverso, mas acho bonito ser assim do avesso. Inda mais que nem sempre tudo pode ser direito e, mesmo quando pode, nem sempre é bom.
Bom mesmo é ter uma flor e sentir que meu coração tão cansado e decepcionado ainda pode florescer em carinho.
Bom mesmo é ter uma flor e sentir que meu coração tão cansado e decepcionado ainda pode florescer em carinho.
É injusto.
Nenhuma das partes merece.
Nem a de lá, o peso do que desperta sem querer, sem saber. Nem a de cá, o que poderia ter, se conseguisse aliviar o peso de querer o que acha saber.
Se ao menos tivesse conseguido manter firme a decisão. Mas o bicho de si falou mais forte, subverteu a ordem e foram-se as rédeas. Agora, é achar um jeito de amansar.
Recolher?
Na pá, com a vassoura, os cacos.
Que findam o ano não servindo nem pra mosaico.
Nenhuma das partes merece.
Nem a de lá, o peso do que desperta sem querer, sem saber. Nem a de cá, o que poderia ter, se conseguisse aliviar o peso de querer o que acha saber.
Se ao menos tivesse conseguido manter firme a decisão. Mas o bicho de si falou mais forte, subverteu a ordem e foram-se as rédeas. Agora, é achar um jeito de amansar.
Recolher?
Na pá, com a vassoura, os cacos.
Que findam o ano não servindo nem pra mosaico.
domingo, 16 de novembro de 2008
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Incrível como enfiaram no juízo da gente isso de tentar achar justificativas. Sobrou até pro pobre do abacaxi do dia 1 de janeiro, que estava dulcíssimo, até onde lembro. E mesmo que fosse azedo. Nesse mesmo dia, já em casa, comi limão com sal, ambos tão inocentes quanto.
O ponto nodal é um só. Na verdade, vários uns.
Uns tantos,
sensíveis percebedores,
vorazes pensadores,
ousados infantes.
Nem sempre por opção, nem sempre da melhor forma possível, nem sempre como merecido.
Apenas uns.
Em homenagem, Caetano do bom (porque o da Caras, ninguém merece):
Uns vão
Uns tão
Uns são
Uns dão
Uns não
Uns hão de
Uns pés
Uns mãos
Uns cabeça
Uns só coração
Uns amam
Uns andam
Uns avançam
Uns também
Uns cem
Uns sem
Uns vêm
Uns têm
Uns nada têm
Uns mal
Uns bem
Uns nada além
Nunca estão todos
Uns bichos
Uns deuses
Uns azuis
Uns quase iguais
Uns menos
Uns mais
Uns médios
Uns por demais
Uns masculinos
Uns femininos
Uns assim
Uns meus
Uns teus
Uns ateus
Uns filhos de Deus
Uns dizem fim
Uns dizem sim
E não há outros
(Uns)
O ponto nodal é um só. Na verdade, vários uns.
Uns tantos,
sensíveis percebedores,
vorazes pensadores,
ousados infantes.
Nem sempre por opção, nem sempre da melhor forma possível, nem sempre como merecido.
Apenas uns.
Em homenagem, Caetano do bom (porque o da Caras, ninguém merece):
Uns vão
Uns tão
Uns são
Uns dão
Uns não
Uns hão de
Uns pés
Uns mãos
Uns cabeça
Uns só coração
Uns amam
Uns andam
Uns avançam
Uns também
Uns cem
Uns sem
Uns vêm
Uns têm
Uns nada têm
Uns mal
Uns bem
Uns nada além
Nunca estão todos
Uns bichos
Uns deuses
Uns azuis
Uns quase iguais
Uns menos
Uns mais
Uns médios
Uns por demais
Uns masculinos
Uns femininos
Uns assim
Uns meus
Uns teus
Uns ateus
Uns filhos de Deus
Uns dizem fim
Uns dizem sim
E não há outros
(Uns)
Falando em digerir, eu ainda sei cozinhar.
E posso de novo ficar só no meu lugar. Descabelada, semi-vestida, cantando como se soubesse. Se vierem baratas, mato todas, com um misto de pena e fúria. Não pretendo fumar. Mas uns desenhos com certeza rolarão.
E muita música, pra temperar.
[at this moment, Pixies: theres is a wait so long (so long, so long)]
E posso de novo ficar só no meu lugar. Descabelada, semi-vestida, cantando como se soubesse. Se vierem baratas, mato todas, com um misto de pena e fúria. Não pretendo fumar. Mas uns desenhos com certeza rolarão.
E muita música, pra temperar.
[at this moment, Pixies: theres is a wait so long (so long, so long)]
sábado, 8 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Tantas vezes me perguntei como podia ficar tão acordada, mesmo com tanto cansaço, com tanto sono, com tantos sonhos por vir. Longas noites de um esforço tolo, vão. Manhãs seguintes de olheiras e bocejos, dores musculares, respirações tensas. Nas tardes, remanchentas de calor ou frio, a tentativa de compensar. Frustrada. Aí, diante de uma certa noite, fez sentido.
______________________________________
A NOITE/1
Não consigo dormir. Tenho uma mulher atravessada entre minhas pálpebras. Se pudesse, diria a ela que fosse embora; mas tenho uma mulher atravessada em minha garganta.
(Eduardo Galeano)
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A NOITE/1
Não consigo dormir. Tenho uma mulher atravessada entre minhas pálpebras. Se pudesse, diria a ela que fosse embora; mas tenho uma mulher atravessada em minha garganta.
(Eduardo Galeano)
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Numa noite de quarto crescente, sexta-feira, num ônibus de periferia, uma estranha faz uma gentileza: um pacote de jujubas e um sorriso, trocados depois de umas poucas palavras. Sei mais ou menos pra onde ela foi, ela sabe mais ou menos onde fiquei. Quê mais? Mais nada. Ou tanto, que num sei dizer. Apenas sinto.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
... quem inventou fui eu fiz de você o sol da noite primordial ... um só sempre é demais pra seres como nós sujeitos a jogar as fichas todas de uma vez ... não quero ter que optar quero poder partir quero poder ficar ...
[Antônio Cícero]
Acostumei tanto ao sumir-se que na última me descobri gostando disso. Ainda mais se ao aparecer vem revirar o que tomava assento. Sinto muito - tanto! - mas, que fazer? Aqui, lá, em qualquer lugar: a questão é o que vai dentro... Se pudesse, faria muito diferente, pois desagrada o fatalismo de pensar (farejando) que vai retornar tantas vezes quantas jamais saberemos. Jamais saberemos. Outros muito mais sabidos não sabem. E ainda há estes, os outros... Teimosos inocentes, insistindo em chegar e estar, não notando (ou por notar?) o olho do furacão. Que fazer? Cansada, me abandono, azul, à maré.
[Antônio Cícero]
Acostumei tanto ao sumir-se que na última me descobri gostando disso. Ainda mais se ao aparecer vem revirar o que tomava assento. Sinto muito - tanto! - mas, que fazer? Aqui, lá, em qualquer lugar: a questão é o que vai dentro... Se pudesse, faria muito diferente, pois desagrada o fatalismo de pensar (farejando) que vai retornar tantas vezes quantas jamais saberemos. Jamais saberemos. Outros muito mais sabidos não sabem. E ainda há estes, os outros... Teimosos inocentes, insistindo em chegar e estar, não notando (ou por notar?) o olho do furacão. Que fazer? Cansada, me abandono, azul, à maré.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Há quem diga que envelhecer é como voltar a ser criança. Aí eu tenho de me render ao riso moleque que acompanha a resposta rápida do homem velho à minha frente, cabeça baixa, olhar cansado, cabelos grisalhos, garfo na mão:
- Painho, as formigas vão dominar o mundo!
Pêi-buf:
- É dessa feita que o mundo melhora!
Duas horas das nossas vidas, ele todo enrolado para falar o que pensa, rindo amarelo por vezes, sem querer concordar, querendo concordância e eu vendo nos olhos dela a angústia tão difícil de carregar. Poderia pôr ambos no colo, acalantar os medos e sossegar as ansiedades. Mas não é preciso. Os olhos ainda brilham ao falar em sonhos e projetos. Pessimista na percepção, otimista na ação. Sigamos. "É preciso estar atento e forte". Sigamos.
- Painho, as formigas vão dominar o mundo!
Pêi-buf:
- É dessa feita que o mundo melhora!
Duas horas das nossas vidas, ele todo enrolado para falar o que pensa, rindo amarelo por vezes, sem querer concordar, querendo concordância e eu vendo nos olhos dela a angústia tão difícil de carregar. Poderia pôr ambos no colo, acalantar os medos e sossegar as ansiedades. Mas não é preciso. Os olhos ainda brilham ao falar em sonhos e projetos. Pessimista na percepção, otimista na ação. Sigamos. "É preciso estar atento e forte". Sigamos.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Cacheou a foto, deu voltas a vida, deu voltas no mundo.
deu a cara a tapa, mostra sutil o rosto, sente novos gostos.
Sorriu o prazer da entrega, ao risco não se nega,
se pega suave
carregando possibilidades
leves que nem bola de sabão.
Enternecida, te estendo a mão, seguro com força,
seguindo junto toda a beleza
desse seu novo estar no mundo...
deu a cara a tapa, mostra sutil o rosto, sente novos gostos.
Sorriu o prazer da entrega, ao risco não se nega,
se pega suave
carregando possibilidades
leves que nem bola de sabão.
Enternecida, te estendo a mão, seguro com força,
seguindo junto toda a beleza
desse seu novo estar no mundo...
domingo, 5 de outubro de 2008
palavras precisas,
preciosos sons e silêncios,
amores intensos.
alguns rabiscos, café, frutas (limão!), gengibre, mel.
o quê mais? hum, vejamos... ah, sim!
cheiro de chuva, tons de azul e fogo.
para transformar.
[impossível por fora, chovendo por dentro|come on, baby, light my fire|perto do fogo, como na idade média|help me if you can|e dizer assim, o amor é azulzinho]
preciosos sons e silêncios,
amores intensos.
alguns rabiscos, café, frutas (limão!), gengibre, mel.
o quê mais? hum, vejamos... ah, sim!
cheiro de chuva, tons de azul e fogo.
para transformar.
[impossível por fora, chovendo por dentro|come on, baby, light my fire|perto do fogo, como na idade média|help me if you can|e dizer assim, o amor é azulzinho]
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
as asas de um pássaro quando começa a alçar vôo. a barra da saia esvoaçante de uma mulher. a contração de susto de um polvo. a flecha firme na mão de um arqueiro.
vi todas essas coisas e um pouco mais nas mãos de um maestro, ontem. fiquei pensando o quão precioso é reger uma orquestra, pois se rege não apenas os músicos, mas também os sentimentos todos que a música é capaz de despertar nas pessoas. por aquelas duas horas, aquele homem teve a minha vida nas mãos. a cada movimento, uma orientação, um pedido, uma indicação, um afeto, uma emoção, que me faziam sentir viva de um modo muito intenso, bonito, vibrante.
sentada ali, entregue àqueles sons sublimes, tive paz, saudades, encanto, disposição, desejo, sonho. fui, definitivamente, feliz como há muito não me sentia.
vi todas essas coisas e um pouco mais nas mãos de um maestro, ontem. fiquei pensando o quão precioso é reger uma orquestra, pois se rege não apenas os músicos, mas também os sentimentos todos que a música é capaz de despertar nas pessoas. por aquelas duas horas, aquele homem teve a minha vida nas mãos. a cada movimento, uma orientação, um pedido, uma indicação, um afeto, uma emoção, que me faziam sentir viva de um modo muito intenso, bonito, vibrante.
sentada ali, entregue àqueles sons sublimes, tive paz, saudades, encanto, disposição, desejo, sonho. fui, definitivamente, feliz como há muito não me sentia.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Dentro em mim, desencanto a cada ponto
que subtraio a meu favor.
Nos olhos dela, um canto deusa,
suaves ondas de ser do mar
De amor demais, me afogo em lágrimas.
De saudade nutro os dias.
De asas leves, invejo a borboleta
que pode voar até lá
De passos firmes ela dança:
cores, dores, ventos,
afetos intensos,
noites a vagar
Do seco cerrado, trago o solitário movimento
que não se nega ao encontro denso
com a energia de lua
no sorriso dela
Bela, ela respeita meu silêncio
e fundo, lá dentro, me traz uma paz de água:
honesto e fluente aconchego
Encantada, cedo mansa a esse doce apego
surpresa que veio porque merecemos
a delícia de assim estar
Grata, bordo com fios de afeto
o tecido de uma amizade,
que flora por si
no jardim da possibilidade
de ser gente,
ser mulher,
ser feliz.
que subtraio a meu favor.
Nos olhos dela, um canto deusa,
suaves ondas de ser do mar
De amor demais, me afogo em lágrimas.
De saudade nutro os dias.
De asas leves, invejo a borboleta
que pode voar até lá
De passos firmes ela dança:
cores, dores, ventos,
afetos intensos,
noites a vagar
Do seco cerrado, trago o solitário movimento
que não se nega ao encontro denso
com a energia de lua
no sorriso dela
Bela, ela respeita meu silêncio
e fundo, lá dentro, me traz uma paz de água:
honesto e fluente aconchego
Encantada, cedo mansa a esse doce apego
surpresa que veio porque merecemos
a delícia de assim estar
Grata, bordo com fios de afeto
o tecido de uma amizade,
que flora por si
no jardim da possibilidade
de ser gente,
ser mulher,
ser feliz.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
rodar até entorpecer, meio dervixe, mas recusando a covardia de simplesmente se aproveitar, ao estilo do concomitantimismo pragmático. gosto de fazer acontecer aquilo que eu possa, afinal, são muitos os descontroles nesses giros. gosto sim de sentir as rédeas da situação, tanto quanto gosto de me ver de joelhos diante do não saber.
o dedo mindinho e o maior de todos estão me pondo à prova: não querem segurar com firmeza meu mais novo instrumento de felicidade. fodam-se, os dois. vão ter de se curvar à minha vontade e à minha obstinação. pois é, posso desistir fácil. só se não houver amor e, como cada dia mais amo a música com uma força descomunal, submeterei todos os meus dedos a uma luta louca contra nossos hábitos frágeis. não sei quanto nos bateremos nisso, acho que muito e isto muito me atrai.
esse é meu novo giro, minha nova meta, meu novo vício. assim saio de mim ao meu encontro. e gosto do que vejo, torno-me minha amiga.
o dedo mindinho e o maior de todos estão me pondo à prova: não querem segurar com firmeza meu mais novo instrumento de felicidade. fodam-se, os dois. vão ter de se curvar à minha vontade e à minha obstinação. pois é, posso desistir fácil. só se não houver amor e, como cada dia mais amo a música com uma força descomunal, submeterei todos os meus dedos a uma luta louca contra nossos hábitos frágeis. não sei quanto nos bateremos nisso, acho que muito e isto muito me atrai.
esse é meu novo giro, minha nova meta, meu novo vício. assim saio de mim ao meu encontro. e gosto do que vejo, torno-me minha amiga.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
floraram os primeiros ipês brancos em Brasília. sinal de setembro já mesmo começado. quais são os ares que veêm? desvio meus olhares ariscos dos olhos de farol que me acuam. quero poder fechar as portas, bater um bolo, lavar os trapos e dormir um sono manso.
quero a leveza de uma flor branca de um ipê em setembro...
quero a leveza de uma flor branca de um ipê em setembro...
domingo, 7 de setembro de 2008
já não me angustia uma barata passar no pé. matei duas esses dias, tão friamente quanto ignorei a que me submeteu a isso antes das 6h da manhã. chocolate já não tem tanto sabor como antes. tudo parece fazer muito tempo, inclusive aquele meu jeito de ficar entregue continuamente a uma mesma coisa, com a mesma delicadeza com que poderia ficar calada sem marejar, quando meus limites estavam para lá de ultrapassados.
não quero relembrar como fazer isso. prefiro os saberes de agora. e vou atrás de um jeito de ficar de boa de verdade. só não sei de boa com o quê... isso eu descubro depois.
não quero relembrar como fazer isso. prefiro os saberes de agora. e vou atrás de um jeito de ficar de boa de verdade. só não sei de boa com o quê... isso eu descubro depois.
domingo, 31 de agosto de 2008
chove demais, cigarro dá pigarro, chocolate só se for amargo, café qualquer um serve, ventos insanos reviram as saias e escrever a sério parece um parto a fórceps. aff. ainda bem que agora eu estudo música e onde eu moro tem um farol. posso reconhecer notas e ir ver a mesma coisa de um ângulo diferente...
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Assumindo meu direito e meu avesso.
Só por agora, quero o direito ao meu avesso, exercido plenamente. Aqui venho despejar as coisas relativas a isso, com a moderação que eu achar necessária. That's all.
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