quarta-feira, 27 de maio de 2009

Feijão com abóbora no almoço,
ainda saboreando o cheiro do teu pescoço
logo pela manhã
(lembro).

O ouvido encantado
com um solo de baixo numa música mexicana
e a cabeça quebrada
com a frase sincopada de uma música brasileira.

O consciente alvoroçado
com os borbotões de desejos e o que penso
a meu respeito.
O lugar dela deslocado,
a afinidade no meio e a loucura
no que vejo e inexiste:
esquento.

A curiosidade que insiste
e as notas de frente e verso,
caso não, esqueço.

Chuva forte e vento que me esfriam os dedos,
penso na quentura dos teus
sobre a saudade nos poros meus.

Dúvidas que invadem
esse respirar de vontades
que me pesa sobre os joelhos.
Sento.



[sobre ti: afloramentos]

Um comentário:

angelica duarte disse...

que lindeza de texto, hein? :)

memórias quase sempre tão incabíveis...