Feijão com abóbora no almoço,
ainda saboreando o cheiro do teu pescoço
logo pela manhã
(lembro).
O ouvido encantado
com um solo de baixo numa música mexicana
e a cabeça quebrada
com a frase sincopada de uma música brasileira.
O consciente alvoroçado
com os borbotões de desejos e o que penso
a meu respeito.
O lugar dela deslocado,
a afinidade no meio e a loucura
no que vejo e inexiste:
esquento.
A curiosidade que insiste
e as notas de frente e verso,
caso não, esqueço.
Chuva forte e vento que me esfriam os dedos,
penso na quentura dos teus
sobre a saudade nos poros meus.
Dúvidas que invadem
esse respirar de vontades
que me pesa sobre os joelhos.
Sento.
[sobre ti: afloramentos]
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Um comentário:
que lindeza de texto, hein? :)
memórias quase sempre tão incabíveis...
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