sábado, 4 de junho de 2016

Na seca do cerrado, uma menina achou de nascer de peito aberto. A medicina veio com suas explicações fisiológicas e seus recursos, pautados nas informações sobre esse monte de vazio entre átomos de que somos feitos. Nas dores rasas de meu peito fechado, em meio ao descomunal calor do trópico úmido, ressoou o incrível poder da vida de ser em condições que escapam ao nosso entendimento.

E ela foi.

E será, na minha memória, sempre que alguém quiser fechar o amor em um formato único, exato. Quando ele é livre para caber onde bem quiser. Inclusive na dor de uma saudade sem fim.

[por gabriela. gratidão, em 19mai14]

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