É injusto.
Nenhuma das partes merece.
Nem a de lá, o peso do que desperta sem querer, sem saber. Nem a de cá, o que poderia ter, se conseguisse aliviar o peso de querer o que acha saber.
Se ao menos tivesse conseguido manter firme a decisão. Mas o bicho de si falou mais forte, subverteu a ordem e foram-se as rédeas. Agora, é achar um jeito de amansar.
Recolher?
Na pá, com a vassoura, os cacos.
Que findam o ano não servindo nem pra mosaico.
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