segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Tantas vezes me perguntei como podia ficar tão acordada, mesmo com tanto cansaço, com tanto sono, com tantos sonhos por vir. Longas noites de um esforço tolo, vão. Manhãs seguintes de olheiras e bocejos, dores musculares, respirações tensas. Nas tardes, remanchentas de calor ou frio, a tentativa de compensar. Frustrada. Aí, diante de uma certa noite, fez sentido.
______________________________________

A NOITE/1

Não consigo dormir. Tenho uma mulher atravessada entre minhas pálpebras. Se pudesse, diria a ela que fosse embora; mas tenho uma mulher atravessada em minha garganta.

(Eduardo Galeano)

Um comentário:

Unknown disse...

Passei dias olhando essa parte do seu blog, me pergunto porque... não sei, mas ele instiga algo que vai além da minha compreensão...
mais uma vez afetos se cruzam intensamente, se misturam em vidas paralelas... a possibilidade que me resta, na ausência de compreensões, é sentir nesse encontro, como sentir raios de sol depois de noites escuras.