Tive cozinhando galos, numa pausa de muitos compassos,
sentindo se me deixava tontear até parar, lá no fundo,
ou se me esforçava para tirar a cabeça do buraco,
e seguir.
Em meio a furacões, pandemônios e pororocas auto-inflingidas,
corrimões de cuidado e safanões de afeto me empurraram para cima,
dizendo o que preciso para que os fatos possíveis se mostrem
prospecções concretizáveis.
Agora, adonada dos ingredientes de mim, pude responder à sabatina,
assumindo minha causa plenamente ciente dos riscos de vanguarda.
Na ante-sala de ser gente grande, vou alinhavando o que disponho
para a composição da história que haverá do lado de lá,
enquanto giro a maçaneta, no meu ritmo sincopado.
[10jun09.deBandeja]
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