É bem possível que, ainda agora,
o motorista do ônibus não saiba porque
freiou para a borboleta passar:
apenas fez.
Inusitado assim foi que aconteceu.
E encantou,
dando tons vividamente
bem-vindos.
Talvez, por isso mesmo,
sorrateiro esmaeceu,
desbotou,
tal qual por descuidado mal tingido.
Como nem sempre se pode
contar com a poética do inusitado,
muito há de admirar o pintor esmerado,
atento à técnica
que lhe traduz o afetos.
Pois aquela borboleta nem sabe
do sorriso que ela me deu...
Mas o motorista sabe.
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