domingo, 18 de abril de 2010

Tons de verdes espraiados nas praças,
frio de chuva muita,
café servidor público depois das 15h.

Palavras confessadas na madrugada,
luz do sol antes das 7h,
casacos para tomar sorvete.

Longos percursos de ônibus
propositalmente fadados ao fracasso;
um jeito de manter as coisas em desordem,
só para deleitar o caos.

A vogal do seixo transparente,
o desengano de certos silêncios,
ruas datadas desafiando a memória,
almoço literário
e, quem sabe, música ao vivo no fim do domingo.

Estás em tudo.

Foram tantas as conspirações a favor
que cheguei a pensar que até mesmo aquilo fosse.
Não foi.

Vim
e intensas escapam gotas de tristeza;
vazam a minha rudeza:
como pude, de ti me perder?

No encontro de um pouso,
desejo haver um ponto
onde te possa ser convite.

Aceito

O que nos reservar as voltas dadas

Que seja de azul,
vento no cabelo,
sossego de chocolate,
sono até mais tarde,
saias a girar.



[ao presente de que me ausentei]

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