quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O tamanho do caixão dava a dimensão do quanto a adolescente ainda tinha mais de menina que de moça. A madeira barata estava fosca como os olhos de cotia do meu primo, miúdos, redondos e pretos. Não pude mais que lhe apertar a mão e dizer eu lamento.

Depois, sozinha em meio aos estranhos no ônibus, chorei a tristeza de saber que, como ela, muitas outras são violentamente retiradas da vida sem a chance de conhecer dela as belezas e alegrias que valem a pena.

Que o tempo nos conforte...



[À mocinha, meu lamento]

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