sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Dentro em mim, desencanto a cada ponto
que subtraio a meu favor.
Nos olhos dela, um canto deusa,
suaves ondas de ser do mar

De amor demais, me afogo em lágrimas.
De saudade nutro os dias.
De asas leves, invejo a borboleta
que pode voar até lá

De passos firmes ela dança:
cores, dores, ventos,
afetos intensos,
noites a vagar

Do seco cerrado, trago o solitário movimento
que não se nega ao encontro denso
com a energia de lua
no sorriso dela

Bela, ela respeita meu silêncio
e fundo, lá dentro, me traz uma paz de água:
honesto e fluente aconchego

Encantada, cedo mansa a esse doce apego
surpresa que veio porque merecemos
a delícia de assim estar

Grata, bordo com fios de afeto
o tecido de uma amizade,
que flora por si
no jardim da possibilidade
de ser gente,
ser mulher,
ser feliz.

2 comentários:

Unknown disse...

Emocionadíssima!!!!!!

Anônimo disse...

ela não tem palavras, então muda fica por um tempo em agradecimento... encantada com tamanha sensibilidade, tamanha, tamanha, que fica mais encantada ainda por poder compartilhar. sim, encontro. presente mútuo tão intenso, que faz o carinho transbordar, quase jorrar (shhhh...), na gostosa fluidez/som/transparencia/leveza da água. as almas parece que querem tremer, ou vibrar, de plena alegria do compartilhar de sentimentos densos e leves, infantis e poéticos, tão parecidos. duas crianças que se encontram, é como me sinto conhecendo você. almas que se sentem tão à vontade para se demonstrar assim como estão se sentindo. os olhinhos brilhando, alma pulando, e a gente conversando. muito mais com as almas que com as palavras. e ela está com sono, mas precisa falar. obrigada sol...