Fiz contas. Em onze dias, serão cinco meses.
De volta, ao pé do ouvido, num murmúrio: eu também. Um pouco mais leve, eu teria feito a pilhéria (adorei ela resgatar essa palavra)
- Que bom, é importante o amor próprio.
Mas isso me remete a mim mesma e aí as coisas tomariam ares mais densos. Desde então, tento me acostumar.
Às vezes consigo. Pra ajudar, criei uma fantasia baseada em fatos reais.
- Você, se esconder (risos)? Faz tempo que ela me disse que não posso passar despercebida.
Mas juro que foi isso que eu quis. Não consegui.
Alguma hora, segura à frente da tela plana que não reage ao meu baixar de olhos, vou perguntar o porquê. Dessa vez importa, pois era alguém totalmente livre de mim.
Era.
Já entreguei um monte. Discordamos do que seja amor e romantismo. Queremos o que não depende de nós ter. Temos a música, a timidez e muitos cachos. O que mais, é devir.
Antes disso, quererei saber o porquê. O quê. Talvez pergunte também sobre intenções, já que habita aqui alguém a quem apraz despertar desejos mundanos em quem lhe faz essa sutil gentileza. Visgos de possibilidade de convergência, mesmo que já abandonadas. Sim, já abandonadas. Boas fantasias são as carnavalescas.
Para o cotidiano, prefiro o realismo sobrenatural em letras impressas. Na cama, seis diferentes homens me provêm. Degustando-os, penso que poderiam escrever de nós, caso já não o tivessem feito por si mesmos. Assim, aguardo a profecia que lho anunciei: vai passar.
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