Nós precisamos de mais vestidos.
E de caminhadas ou corridas.
E de voltas ou de idas.
E de saias coloridas.
Precisamos de mais sorvete
e da lua
e do mar.
Precisamos de mais árvores - você já viu um baobá? -, de mais flores, de novos amores, de calma pra plantar.
Precisamos de mais disciplina, de mais adrenalina, de livrar das toxinas e de um fusca amarelo-pintinho.
Precisamos de dar tempo ao tempo, de conseguir assistí-lo passar, de não deixá-lo nos assustar, nem marcar como ferro em brasa.
Precisamos buscar mais músicas, gastar as folhas dos cadernos, as pontas dos lápis de cor e o conteúdo das sombras.
Precisamos não tentar precisar o que é vago,
achar um conforto,
um jeito,
um tom.
Precisamos daquilo de bom que já temos,
regado com tudo o que de melhor podemos,
podando toda e qualquer daninha.
Precisamos do sol e da chuva, de riso de criança e de borboletas.
Precisamos acreditar no lá que quem pouco vê, já viu.
Precisamos de outras personagens, para cada dia, ao cair da tarde, aquela luz pintar o sonho que a gente inventou.
[Em par, entre ímpares]
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Um comentário:
Impressão minha ou isso merecia ser mais uma previsão do tempo?
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